O Site Diário do Grande ABC publicou uma reportagem que fala de um morador que é do Jardim do Mar em São Bernardo,mais o inusitado e que este Morador e Quijinguense,Veja toda a Publicação a Seguir:
Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC
Do Diário do Grande ABC
O solitário morador do Jardim do Mar, em São Bernardo
Imagine um prédio onde não há conflitos entre vizinhos nem problemas com barulho. Pois ele existe e fica no Jardim do Mar, em São Bernardo. Dos 15 andares do edifício situado na Rua Kara, com dois blocos e 60 apartamentos, apenas um – no primeiro andar – é ocupado. Lá, moram Jonas Pereira Alves, 64 anos, e sua mulher, Marlucia dos Santos Alves, 62.
De acordo com relatos dos moradores mais antigos do bairro, o imóvel existe há 37 anos e nunca foi habitado, a não ser pelo casal, que se mudou para lá no dia 2 de fevereiro de 2000, oportunidade dada por um dos herdeiros do empreendimento.
O que se sabe desse prédio é que ele está sendo disputado na Justiça por familiares dos empresários que o construíram. “Não sei exatamente qual é o problema. O que sei, mais ou menos, é que os dois sócios que construíram morreram e a obra ficou nas mãos dos herdeiros. Não sei se tem inventário, porque eles não contam nada para ninguém”, disse Alves.
Dois vigilantes contratados por uma empresa terceirizada se revezam para preservar a segurança do patrimônio e evitar invasões. A reportagem do Diário não conseguiu contato com os proprietários.
Antes de chegar ao edifício, Alves, que nasceu em Quijingue, pequena cidade da Bahia, trabalhou como zelador e jardineiro por oito anos no Morumbi, bairro da Capital. De lá, fez serviços no Jardim Santa Cruz, também em São Paulo, até perder o emprego. “Fiquei procurando trabalho e não achava. Então, um amigo que conhece o proprietário do prédio ficou sabendo que ele precisava de uma pessoa que já tivesse trabalhado de zelador para tomar conta do imóvel. Acertei com o dono e vim para cá, com a esposa e duas filhas, que já se casaram”, afirmou. Tanto ele quanto sua mulher recebem um salário mínimo mensal para se manterem.
Os apartamentos têm amplo espaço. “A sala é enorme, tem o quarto da empregada com suíte, dois dormitórios e dois banheiros”, listou Alves.
Se para muitos os vizinhos podem ser um incômodo, para Alves a ausência deles é uma frustração. “É muito ruim. Quando o prédio é habitado, você sempre tem contato com os moradores, a pessoa precisa do zelador para trocar uma lâmpada, fazer alguma coisa, e aqui não tem ninguém que precise de mim. Tenho que inventar serviço porque não consigo ficar parado.”
O solitário morador planeja, em breve, mudar-se com a mulher para um local onde a tranquilidade até pode permanecer, mas a solidão não. “Estou vendendo algumas coisas para juntar dinheiro e quero ir embora para o Nordeste. Tem um lugar na Bahia chamado Caldas do Jorro. É pequenininho, mas é turístico.”
Fonte:Diário do Grande ABC
www.dgabc.com.br
Por:Vanessa de Oliveira
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